AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Truco, Dilma!

“(Somos) O país que vem realizando um dos maiores conjuntos de obras de infraestrutura do mundo, e o maior de sua história” – programa de Dilma.

Perguntamos à campanha de Dilma Rousseff

- Quais dados foram utilizados como base para essa afirmação?

- Como foi feita a comparação com investimentos em infraestrutura em outros períodos da história brasileira?

- E com outros países?

A campanha da candidata Dilma respondeu ao nosso truco no dia 21 de agosto. A resposta foi a seguinte:

Todas as informações divulgadas no Programa Eleitoral de TV da candidata Dilma Rousseff foram levantas junto a órgãos oficiais, institutos de pesquisa e organismos internacionais. Sobre as ações e obras realizadas no governo Dilma, você pode obter informações no Programa de Governo disponível no site www.dilma.com.br 

Consideramos a resposta vaga e pedimos Seis!, ou seja, novamente pedimos que o comitê da campanha diga de onde tirou os dados do programa eleitoral.

“Os empregos começam a desaparecer” – Aécio Neves

Ao contrário do que o candidato Aécio Neves (PSDB) afirmou em seu programa eleitoral, os empregos não estão desaparecendo no país. |LEIA MAIS|

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a taxa de desemprego total em 2013 foi de 10,3%, ante 10,4%, em 2012, e 10,3%, em 2011. Ou seja, não houve oscilação significativa nos números de desemprego do Brasil.

O que há, de fato, é queda na geração de novos empregos. No primeiro semestre de 2011, primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), foram gerados 1,4 milhão de postos de trabalho enquanto apenas 588,6 mil vagas foram criadas no mesmo período de 2014. Os dados são do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego.

“42 milhões ascenderam à classe média” – Dilma Rousseff

De acordo com a pesquisa “Faces da Classe Média”, lançada em fevereiro deste ano pelo Instituto Data Popular em parceria com a Serasa Experian, em 2003 faziam parte da classe média 66,9 milhões de brasileiros, em números absolutos. Em 2013, eram 108,5 milhões. A diferença é de 41,6 milhões de brasileiros, o que corresponde à fala da presidente Dilma Rousseff. |LEIA MAIS|

No entanto, a maior parte da classe média está no Sudeste (43%), seguida de Nordeste (26%) e Sul (15%). A diferença é grande quando se fala de Centro-Oeste (8%) e Norte (8%).

Outro ponto a ser observado é que o único critério para ser considerado da classe média é a renda per capita – de R$ 338,01 a R$ 1.184,00. Ao traçar o perfil do segmento, dividido em 4 grupos, o Data Popular revela que o nível de escolaridade dos classificados como classe média são bem baixos. 48% do maior grupo, com 30,3 milhões de pessoas –– com idade média de 40,4 anos – tem apenas o ensino fundamental completo. A parte mais escolarizada da classe média é a que representa o menor filão – 16%. É também o grupo com maior renda per capita.

Vale notar que de acordo com a definição de classe média da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, disponível atualmente, a renda para ser considerado como classe média é ainda mais baixa que a do Data Popular: a SAE/PR divulga em seu site os valores de R$ 291 a R$ 1.019. A assessoria de imprensa da Secretaria de Assuntos Estratégicos explica que os dados estão defasados, mas ainda não está disponível ao público a nova definição de classe média feita pelo órgão.

“Problemas que já tinham sido superados estão agora voltando. A inflação já está aí de novo, batendo na sua porta, entrando na sua casa.” – Aécio Neves

A inflação tem se mantido dentro da meta definida pelo Banco Central desde 2004, levando-se em conta o intervalo de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos aceito pela instituição. |LEIA MAIS|

Desde 2005, o teto máximo definido anualmente está fixado em 6,5%.

Na média dos três primeiros anos do governo Dilma Rousseff (2011-2013), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 6,08%, a segunda menor taxa registrada em cinco mandatos presidenciais. No primeiro mandato do governo Lula (2003-2006), a média foi de 6,43% e, no segundo (2007-2010), de 5,15%. No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), ficou em 9,71%, e, no segundo mandato (1999-2002), em 8,78%.

“Com certeza você sabe que 36 milhões de brasileiros saíram da miséria” – Dilma Rousseff

O número - 36 milhões de pessoas - se refere aos beneficiários do Bolsa Família que estariam na miséria se não recebessem o auxílio e vivessem apenas com sua renda familiar, segundo balanço do Plano Brasil Sem Miséria. |LEIA MAIS|

Em seu site, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) diz que, deste total, 22,1 milhões de beneficiários saíram da extrema pobreza graças às ampliações do Bolsa Família feitas pelo governo Dilma até o fim de 2012.

No entanto, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, diz que 8,35 milhões de pessoas saíram da miséria em dez anos de governo do PT. Em relatório divulgado em outubro de 2013, o Instituto aponta que o índice de brasileiros em situação de pobreza extrema caiu de 14,88 milhões para 6,53 milhões entre 2002 e 2012.

A fonte das informações explica a diferença nos dados. O MDS se baseia no número de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, ou seja, mostra a redução da extrema pobreza apenas entre os beneficiários do Bolsa Família. Já o IPEA usa como referência a população em situação de pobreza extrema segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa discrepância de valores foi explicitada em reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em junho de 2014.

“Na economia, o Brasil parou de crescer” – Aécio Neves

Ainda é cedo para afirmar que a economia brasileira parou de crescer este ano. |LEIA MAIS|

Até o momento não houve retração, nem mesmo estagnação no crescimento do PIB. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado o PIB cresceu 2,5% em relação ao ano anterior. E, no primeiro trimestre de 2014 o crescimento foi 1,9%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Se comparado com o trimestre anterior, porém a alta foi só de 0,2%.

Os números do segundo trimestre tem sido mantidos a 7 chaves pelo IBGE que só vai divulgá-los no dia 29 deste mês, mas as previsões são, de fato, negativas. Nesta semana, o Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que registrou uma retração de 1,3% no segundo trimestre. Ou seja, para o BC, houve, pior que estagnação, retração.

As previsões de crescimento anual também têm sido revistas repetidamente. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu 5 vezes a previsão para o Brasil. Ainda assim, a estimativa é que o PIB cresça 1,3% neste ano (em abril, a previsão era de 1,9%). O próprio governo federal também reduziu a previsão de crescimento do PIB: antes, o governo previa um aumento de 2,5% em, relação a 2013, e agora prevê 1,8%.

Resumo do Programa

PSB homenageia Eduardo Campos e repete o bordão do candidato: “brasileiros, não desistam do Brasil”; Ivan Pinheiro, do PCB, anuncia que vai debater o capitalismo, para ele a causa dos principais dos problemas da sociedade; Zé Maria (PSTU) prega que o governo pare de pagar a dívida para banqueiros e defende um governo dos trabalhadores; Aécio Neves (PSDB) diz que mau governo fez o Brasil deixar de avançar e que conquistas estão em risco; Dilma Rousseff (PT) enumera avanços no seu governo e diz que investimentos em infraestrutura e social vão “aparecer” no segundo mandato; Levy Fidelix (PRTB) diz que vivemos época de incertezas pela inflação, baixo crescimento e insegurança; José Maria Eymael (PSDC) critica inflação e falta de crescimento; O PV apresentou seu candidato Eduardo Jorge, trazendo alguns dos projetos que ele defendeu como deputado estadual e federal; Ruy Pimenta (PCO) diz que não faz promessas eleitorais porque apenas o povo pode conseguir mudanças; Pastor Everaldo (PSC) destaca valor da família forte, e promete mais segurança e menos gastos; e Luciana Genro (PSOL) defende melhores serviços para garantir dignidade da população, e cita o poeta alemão Brecht: “Nada deve parecer impossível de mudar”.

Principais promessas

Pastor Everaldo – Vou cortar na carne, reduzir a máquina do estado ao mínimo necessário. E passarei tudo o que for possível para a iniciativa privada.

Rodada de promessas

Nós compilamos todas as promessas apresentadas pelos presidenciáveis durante o horário eleitoral em áreas como educação, saúde, segurança e economia. Veja aqui.

Veja a checagem dos programas eleitorais do 1º turno

Veja a checagem dos programas eleitorais do 2º turno

Comentários

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  • Guilherme Eduardo Campos Marti

    Nos dados referentes à ascensão à classe média, quais os critérios que definem “ser classe média”?

    • Pierson Sena

      Renda mensal.

      • Guilherme Eduardo Campos Marti

        Sim, porém quais seria a renda mínima per capta? 5k/mês?

        • Guest

          5k/mês per capta é bastante coisa

          • gabriel

            1,5 minimo por mês (por família!) já é classe média no nosso reino
            estatístico. por isso eles mudaram taaaanto o país sem tocar nas
            estruturas.

          • Mateus

            Dizer que 1,5 mínimo já é classe média tá certo… estatisticamente. Como “classe histórica”, não. O governo usa o termo estatístico mas a maioria da população tá acostumado com o uso consagrado.

        • Daniel Braga

          O IBGE analisa a renda familiar para determinar a classe econômica.

          Até 2 SM: classe E

          De 2 a 4: classe D

          4 a 10: classe 5

          10 a 20: classe B

          mais de 20: classe A

          Por esses critérios, uma
          família de 4 pessoas com renda per capita igual ou superior a R$ 5.000,00
          enquadra-se na classe A.

        • Leonardo Ruoso

          5k per capita é classe A++

          É muita gente vivendo numa redoma…

          • Mateus Potumati Mariano

            Espetáculo de resposta, Leonardo. Poucas vezes vi essa distinção exposta de forma tão sucinta, precisa e clara. Vou guardar para usar em outras ocasiões. Abraço.

          • Leonardo Ruoso

            :) Obrigado

          • Leonardo Ruoso

            A propósito, os ricos não são classe A, mas discrepantes. Assim como as pessoas em situação de miséria também deveriam ser.

        • edumarcondes

          5 k de quê?

  • Rodrigo Rabelo

    Se o objetivo deste site é oferecer uma análise crítica ao que tem sido dito pelos candidatos, sugiro pesquisar uma pouco mais antes de publicar cada comentário. Em uma busca rápida na internet, encontrei duas matérias de órgãos de imprensa sérios que contradizem algumas das afirmações feitas aqui. Lamentável. Dessa forma, o site presta um desserviço à sociedade.

    • Bruno

      Quais são as informações que você achou matérias que as contradizem?

      • Julio Cezar

        Tem que matar a cobra e mostrar o pau, Sr. Coxinha Rabelo. Certeza que os órgãos de imprensa “sérios” são a Veja e a Folha Política. Piada.

        • Rodrigo Rabelo

          Bom, não deveria perder meu tempo com uma pessoa que já chega para discutir ideias destratando o interlocutor. Ainda assim, que o emprego formal está perdendo fôlego e que a inflação bateu o teto da meta em julho são fatos baseados em números oficiais.

          • mostraodarfglobo

            Mas o ipca ficou em 0%. Se pegar o índice da FGV, tivemos 3 meses consecutivos de deflação. Globo e Folha serios? kkkkkkkkkkkk. Sabe de naaaaaaaaaaaaaaada.

      • Rodrigo Rabelo

        Ao contrário do que o site afirma, os empregos estão diminuindo sim (Folha e O Globo de hoje), e a inflação não tem observado o limite da meta desde 2004 (em julho ela superou o teto da meta).

        • Murilo Martell

          Acho que a meta é anual, né não?

          • Rodrigo Rabelo

            Sim, mas no acumulado de 12 meses em junho a inflação fechou em 6,52%.

          • mostraodarfglobo

            Está errado no acumulado está em 3,75%. Já nos doze meses está em 6,5%. Portanto dentro da meta. vá na página portaldefinancas ponto com barra ipca_ibge ponto htm

    • Anderson Fraga

      Chutar o balde e sair correndo não é lá um exemplo de transparência e análise crítica também. Diz aí ‘o que está errado’ que será bacana discutir também :)

      • Rodrigo Rabelo

        Caros Bruno e Anderson, tentei responder inclusive repassando os links das matérias a que me referi, mas o meu comentário foi bloqueado pelo moderador do site de forma pouco democrática.

        • Anderson Fraga

          “Bloqueado de forma pouco democrática” – Eles precisam apenas dar o ok, ora.. Calma ai ;)

          • Rodrigo Rabelo

            Então não tinham razão para bloquear meu comentário, ficou parecendo que “havia chutado o balde e saído correndo” como você você colocou. E não foi o caso…

          • Anderson Fraga

            No comentário do Guilherme, logo abaixo, postei um link também e me apareceu o aviso ‘aguarde a aprovação da moderação’. Simples :)
            Enfim, aguardarei

          • Rodrigo Rabelo

            Pois é, o seu não foi aprovado também. Até entendo eles não quererem links nos posts, mas deveriam corrigir logo o site se quiserem manter a credibilidade.

          • nataliaviana

            Oi meninos! Não sabemos o que aconteceu, geralmente os comentários são aprovados sem moderação! Vou checar. Abs, Natalia Viana, da Pública.

          • Rodrigo Rabelo

            Natália, só não foram publicados os links das matérias a que eu me referi, mas entendo perfeitamente isso não ser possível. Aproveito para dar os parabéns a vocês pelo site, ótima iniciativa.

          • nataliaviana

            Opa! Checamos aqui e foi tudo publicado, certo? Obrigada pelo bom debate!

        • Rodrigo Rabelo

          Ao contrário do que o site afirma, os empregos estão diminuindo sim (Folha e OGlobo de hoje), e a inflação não tem observado o limite da meta desde 2004 (em julho ela superou o teto da meta).

          • Rodrigo Rabelo

            A ideia deste site me parece ótima (parabéns aos responsáveis pela iniciativa), mas só precisa ser colocada em prática com um pouco mais de cuidado.

          • Samuel De Albuquerque Carvalho

            Segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira (15/08/14), a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto
            desacelerou em 0,55%, contra uma alta de 0,15% em agosto do ano
            passado.

            A taxa desse mês ficou próxima ao recuo de 0,56% registrado em
            julho. Essa é a terceira queda seguida no indicador.

            A queda foi impulsionada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo
            (IPA), um dos componentes da medição e que representa cerca de 60% do
            indicador.

            O IPA, que registra os preços no atacado, recuou -0,91%, em
            agosto, após uma queda de -1,03% em julho.

            O IGP-10 é calculado
            com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do
            mês de referência.

            Em 12 meses, a variação acumulada é de 4,82%.

          • Samuel De Albuquerque Carvalho

            A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação
            Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) caiu de 5,39% para 5,38% neste
            ano e de 5,08% para 4,91% em 2015, de acordo com o boletim Focus.

            A expectativa para o índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que é
            outro indicador medido pela FGV, também caiu, passando de 4,05% para
            3,98% neste ano e de 5,60% para 5,59%, em 2015.

            A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna
            (IGP-DI) foi ajustada de 3,98% para 3,89% neste ano e se manteve em
            5,50% para 2015.

          • mostraodarfglobo

            Está errado no acumulado está em 3,75%. Já nos doze meses está em 6,5%.
            Portanto dentro da meta. vá na página portaldefinancas ponto com barra
            ipca_ibge ponto htm
            Quanto aos empregos, eles não estão diminuido.
            Eles estão crescendo menos se comparado ao governo Lula ou ao primeiro
            ano do mandato de Dilma. Sutil diferença não?
            Agora, se comprarar aos 8 anos de fhc, Dilma em 6 meses gerou mais empregos.

    • Diego Bayma

      Então exponha quais seriam as matérias e as contradições…

      • Rodrigo Rabelo

        Ao contrário do que o site afirma, os empregos estão diminuindo sim (Folha e OGlobo de hoje), e a inflação não tem observado o limite da meta desde 2004 (em julho ela superou o teto da meta).

        • Gustavo Martins

          Boa!

        • Guest

          O Globo é seu órgão de imprensa sério?

        • Samuel De Albuquerque Carvalho

          pera aí, “Folha” e “O Globo” é o que você chama de “órgãos de imprensa sérios”…?!?!?
          tá de brinqueixon uite me?!?!?

          • Lucia Couto

            Valeu! Nada sérios mesmo.

          • Bruno Fernandes

            O que seria imprensa séria então? Carta Capital e Conversa Fiada?

          • edumarcondes

            Carta Capital tem credibilidade.

          • Bruno Fernandes

            Aham. Já vi tudo.

        • Samuel De Albuquerque Carvalho

          A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação
          Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) caiu de 5,39% para 5,38% neste
          ano e de 5,08% para 4,91% em 2015, de acordo com o boletim Focus.

          A expectativa para o índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que é
          outro indicador medido pela FGV, também caiu, passando de 4,05% para
          3,98% neste ano e de 5,60% para 5,59%, em 2015.

          A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna
          (IGP-DI) foi ajustada de 3,98% para 3,89% neste ano e se manteve em
          5,50% para 2015.

        • Guest

          A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto
          desacelerou em 0,55%, contra uma alta de 0,15% em agosto do ano
          passado. A taxa desse mês ficou próxima ao recuo de 0,56% registrado em
          julho, informou nesta sexta-feira (15), a Fundação Getulio Vargas (FGV).
          Essa é a terceira queda seguida no indicador.

          A queda foi impulsionada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo
          (IPA), um dos componentes da medição e que representa cerca de 60% do
          indicador. O IPA, que registra os preços no atacado, recuou -0,91%, em
          agosto, após uma queda de -1,03% em julho. O IGP-10 é calculado
          com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do
          mês de referência. Em 12 meses, a variação acumulada é de 4,82%.

        • Samuel De Albuquerque Carvalho

          A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto
          desacelerou em 0,55%, contra uma alta de 0,15% em agosto do ano
          passado. A taxa desse mês ficou próxima ao recuo de 0,56% registrado em
          julho, informou na sexta-feira (15/08/14), a Fundação Getulio Vargas (FGV).
          Essa é a terceira queda seguida no indicador.

          A queda foi impulsionada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo
          (IPA), um dos componentes da medição e que representa cerca de 60% do
          indicador.

          O IPA, que registra os preços no atacado, recuou -0,91%, em
          agosto, após uma queda de -1,03% em julho.

          O IGP-10 é calculado
          com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do
          mês de referência.

          Em 12 meses, a variação acumulada é de 4,82%.

        • mostraodarfglobo

          Está errado no acumulado está em 3,75%. Já nos doze meses está em 6,5%.
          Portanto dentro da meta. vá na página portaldefinancas ponto com barra
          ipca_ibge ponto htm
          Quanto aos empregos, eles não estão diminuido.
          Eles estão crescendo menos se comparado ao governo Lula ou ao primeiro
          ano do mandato de Dilma. Sutil diferença né?
          Agora, se comprarar aos 8 anos de fhc, Dilma em 6 meses gerou mais empregos.

          • http://sys10.com.br/ Caio Henrique

            Não dá pra comparar com FHC, 12 anos de diferença. Dá pra comparar com o Lula.

        • Tiago Bevilaqua

          Não é verdade que a inflação supera o limite da meta desde 2004. Os dados deste post estão corretos. Lamentável usar imprensa de oposição como referência e não os dados oficiais.

          • Bruno Fernandes

            Nenhuma imprensa é de oposição. Se os dados oficiais conflitam com os dados de analistas independentes, quem tem os maiores incentivos para estar falsificando os dados?

        • edumarcondes

          Não sei se estão diminuindo ou não. Agora sua fonte (Folha e Globo) não tem credibilidade nenhuma.

    • Daniele Bragança

      Não apenas isso. Se considerar Belo Monte e a Transposição do Rio São Francisco (sem entrar no mérito da obra em si) a Dilma pode sim afirmar que o Brasil “vem realizando um dos maiores conjuntos de obras de infraestrutura do mundo, e o maior de sua história”. Fail

    • Sergio Melo

      Quanto mais tentamos nos afastar de órgãos “sérios”, vem algumas pessoas e citam eles. Este órgãos não são imparciais, se for assim, o site deverá também considerar órgãos sérios, Brasil 247, Carta Capital e por aí vai… Quer ver resultados do Brasil? Pesquise em órgãos sérios do exterior ou portais do governo.

  • Michele Torinelli

    Pastor Everaldo tá merecendo a carta “que medo”…

    • Tiago Salviatti

      Até que não. A máquina pública brasileira tem uma terrível condição nos concursos públicos que recompensam servidores incompetentes, preguiçosos e vagabundos – até porque denunciá-los é impossível e pior, desacato.
      É só ver como no Brasil um processo de patente demora 6 anos enquanto a média mundial é de 2 (sendo seis meses na China).

      • CooperS

        Se vc perguntar a ele como ele irá reduzir o Estado, ele via lhe dizer: “Vou passar tudo pro privado”. Se fosse simples assim… Merece a carta “Que medo” mesmo.

      • Eduardo Pinheiro

        Não é tão simples assim, existem muitos servidores bons e ruins como em qualquer outra empresa, entretanto realmente a tal estabilidade compromete o desempenho de alguns que vivem com o estatudo debaixo do braço. Entretanto outras coisas também são extremamente prejudiciais ao serviço público como a constante troca de chefia/governo/situação, a falta de planejamento, a falta de ficalização e de controle, etc. Não sei se um estado mínimo seria a solução, mas o fim da estabilidade já seria um bom começo.

  • Augusto Patrini Menna Barreto

    Muito bom! Tomara que o projeto dê muita atenção para direitos humanos!

  • FFelipe Carvalho

    Muito boa a iniciativa!

  • Murilo Martell

    Gostaria que se prolongassem um pouco nas perguntas sobre a Dilma. De fato o investimento em infraestrutura é alto? Há dados de outros momentos históricos? Seria possível fazer comparativos com outros países que corroborassem esta afirmação. No mais, usar a expressão “um dos mais” abre um leque de possibilidades porque pode ser “um dos 5 mais” ou “um dos 100 mais”…

    • nataliaviana

      Olá Murilo, boas perguntas! E a observação sobre “um dos mais” e de “toda sau história” são justamente os aspectos que nos levou a pedir mais infromações. De onde vem esses dados? Obrigada!

  • Gustavo Martins

    Condescendente com o governo, atroz com a oposição. Se tem Sakamoto no meio, independente não é. Primeiro e último acesso. Boa sorte aos incautos.

  • https://www.facebook.com/Andhy.PintoCoelho Pinto-Coelho Andhy

    Boa iniciativa…

  • Guest

    O candidato do PCB não é o Mauro Iasi? Aqui é o segundo lugar que fala do Ivan Pinheiro o_O

  • Ana Tigrinho

    O candidato do PCB não é o Mauro Iasi? Aqui é o segundo lugar que vejo que colocam o Ivan Pinheiro o_O

  • Alexandre Linares

    Parabéns equipe da A PÚBLICA por esse projeto. Muito massa. Jornalismo de primeira.

  • Rogerio Velloso

    Parabéns à Publica. Vamos todos ganhar muito se for mantida uma indepedência radical aí. Muito bom.

  • Snowmeow

    Pastor Everaldo precisa ir pregar lá em Mosul, uma das cidades sob controle do Estado Islâmico. Quero ver onde vai a fé dele.

  • Helton de Oliveira

    É a primeira vez que leio esse “blog Pública”, parabéns aos idealizadores e todos que participam deste trabalho. Gostei muito, vou solicitar minha inscrição. Obrigado. Helton de Oliveira

  • Paulo Macedo

    A informação sobre o desaparecimento de empregos é real, se vocês pesquisarem, a real taxa de desemprego no Brasil é por volta de 20%. Os indices oficiais utilizam criterios absurdos, como não considerar desempregado quem desiste de procurar emprego.

    • Tiago Bevilaqua

      Isso é feito no mundo todo (não considerar desempregado quem não está à procura de emprego). ACHAR que é 20% é uma coisa, outra é o dado efetivo. Você pode achar o que quiser, mas não tem valor algum (desculpe-me a
      sinceridade).

    • Marcelo Pustilnik Vieira

      Se usasse esta metodologia nos anos 90, a taxa de desemprego seria de mais de 50%, de fato estas pessoas que você diz que desistiram de procurar emprego, estão na formalidade dos MEI – microempreendedor individual. Outra boa ideia.

  • Ricardo Mendes Jr

    Parabéns iniciativa, pela pesquisa, pela informação e pela página

  • Tiago Bevilaqua

    Sobre a inflação é preciso lembrar que o valor que “conta” é
    o indíce anual, que nunca esteve alem da do teto no governo Dilma. E, com relação ao emprego, reduzir a quantidade de novos empregos é muito diferente de aumentar o desemprego.

  • Glória Cecília Figueiredo

    Gostei da iniciativa e do modo diferenciado, mas acho que podem ir além desses dados estatísticos gerais para fundamentar a checagem. Alguns desses dados tem problemas, por exemplo o conceito economicista de classe média e que força a barra abrangendo parte dos pobres… Essa compreensão tem sido bem rechaçada e polemizada nas ciências sociais, um contraponto é o estudo do cientista social Jessé de Souza… Tudo isso só para dizer que, sem precisar ler teses etc, podiam usar declarações, opiniões de pessoas dedicadas de modo mais detido aos temas, pesquisadores ou não. Mas, já é uma ótima iniciativa, parabéns!!!

  • Guguisbrow

    Não há possibilidade de colocarem links para as referencias de onde tiram os dados?

  • Erick Schunig

    Parabéns pela iniciativa. Vou ajudar na divulgação.

  • Marcelo

    Eu gostaria de acrescentar um está certo mas não é bem assim em relação ao pronunciamento da presidenta sobre os 42 milhoes foram para classe média, primeiro, quando olhamos o estudo em que se baseiam, Faces da Classe média, podemos observar que o número é grande por que a base passou de 176 milhoes em 2003 para 216 milhoes em 2013, é lógico que vc terá um universo maior, só esse crescimento orgânico representa mais 9 milhoes de crescimento de classe média sem aumento do percentual.
    De fato, podemos observar que em 2003 a classe média representava 21,6% da população total e em 2013 ela representava 26,85, um crescimento de apenas 5,25%.
    Vale ressaltar que se aplicarmos a inflação nesse mesmo período, poderemos perceber que na verdade não houve aumento na classe média, apenas uma mutação orgânica em função da inflação e do crescimento populacional.

  • Cosma Araújo Do Ó

    esse pastor Everaldo é uma graça. hahah

  • Leokab

    o Brasil está entrando em recessao e este blog diz que nao eh bem assim? estou achando um pouco tendencioso este blog

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