Apoie!

Seja aliada da Pública

Seja aliada

Agência de Jornalismo Investigativo

Respondemos aqui algumas perguntas frequentes sobre as Microbolsas. As inscrições vão até dia 5 de agosto

2 de agosto de 2019
14:00

As inscrições para as Microbolsas Lava Jato foram prorrogadas até o dia 12 de agosto.

Pela 10ª vez a Agência Pública convida repórteres independentes a propor pautas sobre assuntos importantes para o país. Desde 2012, 36 grandes reportagens já foram produzidas através das Microbolsas. Repórteres de diferentes lugares do Brasil revelaram, por exemplo, que a Polícia Militar do Amapá foi a que mais matou no país nos últimos três anos e que as ocorrências de furtos de alimentos cresceram 16,9% nos últimos quatro anos.

Nesta edição, procuramos pautas sobre a Operação Lava Jato. A investigação de corrupção, sem precedentes no Judiciário Brasileiro, levou à prisão doleiros, empresários e políticos e teve, apenas no Paraná, mais de 2.400 procedimentos instaurados ao longo de 5 anos de existência, com 99 acusações criminais contra 437 pessoas.

As inscrições vão até segunda-feira, 5 de agosto. Daremos quatro bolsas no valor de R$ 7 mil e mentoria da Pública para a produção da reportagem. Leia aqui o regulamento. As inscrições devem ser feitas por este formulário.

Se você já leu o regulamento do concurso, mas ainda tem dúvidas sobre a inscrição, as respostas abaixo podem te ajudar:

O que eu preciso mandar para inscrever minha pauta?

Além de seu contato e um pequeno currículo para conhecermos sua experiência como repórter, você deve enviar algumas reportagens que já escreveu e o nome e contato de um profissional que possa nos contar um pouco mais sobre você. Também pedimos título, resumo e pré-apuração da pauta, possíveis fontes, plano de trabalho e de orçamento.

Mas o que eu poderia investigar sobre a Lava Jato?

Há muita coisa que não se sabe ainda sobre a Lava Jato, a maior investigação de corrupção da história do Brasil. Por exemplo: Quanto custou a Lava Jato aos cofres públicos? Como a Lava Jato impactou setores da economia brasileira? Como funcionaram os vazamentos de documentos para a imprensa? Qual é a eficiência do instituto de delação premiada?

Posso inscrever um trabalho que não seja uma reportagem investigativa?

Não. O foco da Agência Pública e das Microbolsas é produzir reportagens investigativas sobre temas de interesse público. As reportagens serão publicadas em nosso site e distribuídas aos nossos republicadores.

A inscrição é individual ou pode ser em dupla/grupo?

A inscrição pode ser realizada tanto individualmente como em grupo. A diferença, é que no caso da inscrição em grupo, o valor da premiação (R$7 mil) será dividido entre todos os componentes.

Posso inscrever mais de uma pauta?

Sim, um repórter pode inscrever mais de uma pauta. Cada pauta deve ser proposta separadamente.

Quem trabalha em algum veículo pode se inscrever?

Sim. As pessoas que têm interesse em inscrever um projeto, mas trabalham para algum outro veículo devem confirmar junto ao seu local de trabalho se o contrato prevê exclusividade. Caso o veículo permita a participação do repórter e tenha interesse, é possível combinar a publicação conjunta da reportagem – que será editada pela Agência Pública.

Não tenho experiência com jornalismo investigativo, posso me inscrever? Estudantes podem se inscrever?

Desta vez, procuramos repórteres com experiência em jornalismo investigativo.

E se eu não conseguir realizar a minha pauta, o que acontece?

Se mesmo sob orientação o microbolsista não conseguir realizar a pauta, o caso será analisado pela equipe da Agência Pública para que se encontre uma solução viável. Em último caso, o microbolsista deverá devolver o dinheiro recebido através do concurso. O prazo para entrega das reportagens é de três meses após a assinatura do termo de compromisso.

As reuniões com as editoras devem obrigatoriamente ser presenciais?

Não. Se o repórter não mora em São Paulo, as reuniões com os editores serão feitas via Skype de 15 em 15 dias.

Como funciona o processo de mentoria e edição da reportagem?

Cada microbolsista terá sua reportagem acompanhada e editada pelos editores da Agência Pública, que acompanham o andamento da pauta, orientam o repórter durante todo o processo de investigação, combinam prazos de entrega e fazem a edição do material.

Quem está financiando esta edição?

Geralmente a Pública faz parceria com outras organizações para financiar as Microbolsas. Esta edição no entanto é financiada com fundos próprios. Veja aqui quem são os financiadores da Agência Pública.

A bolsa de R$7 mil pode ser utilizada apenas para o pagamento do repórter?

Sim. Uma vez tendo sua pauta escolhida, o repórter tem autonomia na utilização do dinheiro recebido da maneira que lhe convier. Lembrando que no ato da inscrição, deve ser apresentado um plano de orçamento para a elaboração da reportagem.

A Pública oferece identificação provisória (crachá)?

Sim.

Repórteres estrangeiros podem se inscrever?

Não. As Microbolsas são destinadas somente a repórteres brasileiros.

Faça a sua inscrição!

Sua dúvida não foi respondida? Envie um e-mail para contato@apublica.org.

Seja aliada da Pública

Faça parte do nosso novo programa de apoio recorrente e promova jornalismo investigativo de qualidade. Doações a partir de R$ 10,00/mês.

Mais recentes

O Estado não existe na terra indígena mais letal para os guardiões da floresta

5 de dezembro de 2019 | por

Fomos até a Terra Indígena Arariboia no Maranhão, onde nasceram os Guardiões da Floresta, para investigar as mais de 20 mortes de indígenas que até hoje seguem impunes

Testemunhas oculares desmentem versão da polícia sobre mortes em Paraisópolis

4 de dezembro de 2019 | por

Nosso repórter conversou com pessoas que moram, trabalham ou estavam no baile que se transformou em massacre com a entrada da PM; nenhum deles confirma a versão da polícia

Dom Erwin: “Tirar as condições de vida de povos é matar, é contra o mandamento de Deus”

4 de dezembro de 2019 | por

Bispo emérito do Xingu, que atua há anos no Pará sob escolta devido a ameaças, falou à Pública sobre a onda de ataques à floresta sob o governo Bolsonaro