Buscar
Vídeo

O matriarcado do babaçu

Rosa conta a história da linhagem de mães pretas solteiras que criam os filhos juntas, quebrando coco

Vídeo
Assistir vídeo
14 de maio de 2023
06:00
Este artigo tem mais de 3 anos
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.
Rosenilde Gregório do Santos Costa é uma mulher negra com cabelos crespos grisalhos, ela usa uma camiseta rosa.
José Cícero/Agência Pública

Encontramos Rosenilde Gregório do Santos Costa, a dona Rosa, 61 anos, durante uma reportagem sobre violência contra os povos indígenas e comunidades tradicionais no Maranhão. A voz forte e clara, a cobrança implacável das autoridades, sem perder o bom humor, tudo chamava a atenção da gente para a liderança das quebradeiras de coco na manifestação da Teia dos Povos diante da Secretaria de Meio Ambiente em São Luís.

Naquela primeira semana de março de 2023, quebradeiras, indígenas, quilombolas, pescadores denunciavam empreendimentos que ameaçam os territórios e a vida das comunidades. O relatório mais recente da Comissão Pastoral da Terra, lançado no dia 8 de maio passado no Maranhão, coloca o estado em primeiro lugar no ranking dos assassinatos por conflitos de terra, empatado com Rondônia.

Fomos procurar dona Rosa no dia seguinte à manifestação no acampamento da Teia em frente ao Incra, onde eles se abrigavam na “semana de luta”. Entre as redes coloridas, e a mulherada cozinhando para um batalhão, pudemos conversar um pouquinho com esta que é uma das principais líderes do movimento popular no Maranhão. Falamos sobre sua origem em um quilombo em Viana, onde aprendeu a quebrar coco com a avó, da convivência sempre entre as mulheres, o anseio pela liberdade e pela educação que aprendeu com a mãe – que hoje ela chama de “revolucionária” – e nunca deixou que lhe faltasse caderno e lápis, comprados com o dinheiro do coco.

Conhecer dona Rosa é o presente da Agência Pública para todas vocês, mulheres, mães ou filhas, neste Dia das Mães.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Se você chegou até aqui é porque realmente valoriza nosso jornalismo. Conheça e apoie o Programa dos Aliados, onde se reúnem os leitores mais fiéis da Pública, fundamentais para a gente continuar existindo e fazendo o jornalismo valente que você conhece. Se preferir, envie um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.

Vale a pena ouvir

EP 230 O que é o Partido Digital Bolsonarista? – com Marcos Nobre

Professor e pesquisador, Marcos Nobre, fala sobre as mudanças estruturais na forma de fazer política no Brasil

0:00

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Investigados por desinformação e tentativa de golpe seguem ativos nas redes em 2026

|

Ao menos dez alvos de inquéritos no STF e TSE em eleições passadas continuam publicando sobre o pleito deste ano

Tingir o chão de sangue: propostas de Renan Santos para segurança vão contra Constituição

|

Candidato do MBL defende prisão, mortes e vingança em discurso emocional contra a violência

Partido da farda: número de candidatos policiais ou militares passa de 1,2 mil

|

Bancada de policiais no Legislativo direciona recursos para a Polícia Militar, enquanto resolução de crimes segue baixa

Quase quatro a cada dez indígenas em terras na Amazônia não têm acesso adequado a água

|

Ao todo, 38% não tem água tratada ou fontes como poços e nascentes, dependendo de rios e lagos, muitos contaminados

Sob Lula, assassinatos de indígenas sobem 22% em 2025 e superam média da era Bolsonaro

|

Após queda em 2023, número de mortos volta a subir e chega a 258; Marco Temporal é parte do problema, diz Cimi

Corrida por Data Centers gera denúncias de violações trabalhistas em São Paulo

|

Trabalhadores relatam assédio, acidentes e adoecimento. Empresas alegam cumprir lei trabalhista e normas de segurança

Fazer falar os ossos: a rotina de quem procura os desaparecidos da ditadura

|

Mostra no Centro MariAntonia (USP), em São Paulo, expõe o trabalho de peritos na identificação dos mortos na ditadura

“Onde tem malária, tem garimpo”: cinta larga aguardam decisão do STF sobre mineração

|

Julgamento nesta quinta-feira, 13, pode abrir caminho para mineração em terras indígenas entre Rondônia e Mato Grosso

Banco do Nordeste e Itaú financiam R$ 44 milhões para soja em área de conflito no Maranhão

|

Investidora paulista consegue autorizações de desmatamento e sinal verde na Justiça em disputa contra extrativistas