Movimentos sociais reuniram-se em evento paralelo à VI Cúpula dos BRICs em Fortaleza. Assista ao vídeo com representantes dos cinco países falando sobre riscos e oportunidades trazidos pelo novo banco

Movimentos sociais reuniram-se em evento paralelo à VI Cúpula dos BRICs em Fortaleza. Assista ao vídeo com representantes dos cinco países falando sobre riscos e oportunidades trazidos pelo novo banco

31 de julho de 2014
10:28
Este texto foi publicado há mais de 8 anos.

Desde o dia 15 de julho existe um novo banco na praça do sistema financeiro internacional.

O Novo Banco de Desenvolvimento, como batizado, foi criado na VI Cúpula dos BRICS, realizada em Fortaleza, no Ceará, com a presença dos presidentes dos cinco países integrantes do bloco. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (que formam o acrônimo da sigla) oficializaram assim a até agora maior ação da coalização – que desde 2009 se articula com o objetivo de intervir no cenário político e econômico internacional.

Lançado como uma alternativa ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, o Novo Banco de Desenvolvimento deverá, a partir de 2015, financiar projetos de infraestrutura nos países dos BRICS e em outras nações emergentes parceiras, diminuindo assim a dependência destes às outras duas instituições financeiras, ambas criadas no pós-guerra e desde então dominadas por Europa e Estados Unidos. Atualmente os BRICS já somam 20% do PIB global.

A criação do novo banco foi saudada pelos setores econômicos dos cinco países. As organizações das sociedades civis dos BRICS, que representam 40% da população mundial, no entanto, não foram ouvidas. Durante evento paralelo à cúpula oficial, realizada em Fortaleza, ativistas, integrantes de organizações não governamentais e de comunidades afetadas por atividades econômicas como a mineração debateram os riscos e oportunidades trazidos pelo novo banco.

Nos depoimentos e avaliações de integrantes do evento paralelo, também realizado em Fortaleza, a participação social é vista como crucial para aprofundar o intercâmbio entre as sociedades e evitar que o bloco sirva apenas aos interesses econômicos, acirrando ainda mais os impactos sociais e ambientais do atual modelo de desenvolvimento econômico.

Veja o vídeo com entrevistas de representantes dos cinco países integrantes da coalização.

 

Seja aliada da Pública

Investigar as ameaças à democracia é nossa forma de protegê-la.

Leia também

Expulsos e abandonados: Como o Banco Mundial quebrou sua promessa de proteger os pobres

16 de abril de 2015 | por , e

Na última década, pelo menos 3,4 milhões de pessoas sofreram os impactos negativos de projetos financiados pela instituição cujo objetivo é acabar com a pobreza

“Roupa suja se lava em casa”, diz professor Ricardo Musse sobre PT

19 de junho de 2017 | por

Fundador do partido, sociólogo diz que PT “não tem que ir a público fazer autocrítica” e que nossos ricos, ao contrário do 1% americano, “não têm legitimidade para governar” porque foram incapazes “de construir um Estado nacional”

Juiz de Manaus rebate acusações da PF

9 de janeiro de 2017 | por

Luís Carlos Valois diz que seu trabalho é defender o direito dos presos, que juiz "respeitado pela massa carcerária" é visto como "suspeito" pela polícia e afirma: "sempre recebi ameaças na minha carreira"

Mais recentes

Presidente da República, Jair Bolsonaro recebendo Honras Militares ao desembarcar na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)

Partido militar: mais de 1,5 mil candidatos militares concorrem nas eleições neste ano

16 de agosto de 2022 | por e

Candidatos militares somam patrimônio multimilionário; 158 declararam R$ 1 milhão ou mais de bens, incluindo generais do governo Bolsonaro, como Pazuello

Candidatos religiosos declararam patrimônio milionário nas eleições

16 de agosto de 2022 | por , , e

Juntos, 36 postulantes que usam títulos religiosos declararam mais de R$ 79 milhões em bens. Lista de milionários inclui aliados de Bolsonaro, como o pastor Marco Feliciano (PL-SP)

Ex ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi

Em Mato Grosso, quem manda nas eleições é o agro

16 de agosto de 2022 | por

Rei da soja, Blairo Maggi manobra governador Mauro Mendes, apoia Geller ao Senado e adere a Lula deixando MT sem alternativa política ao agronegócio