Apoie!

Seja aliada da Pública

Seja aliada

Agência de Jornalismo Investigativo

A Agência Pública lança hoje seu segundo projeto de crowdfunding; leitores vão escolher o que vamos investigar ao longo de todo o ano

Este texto foi publicado há mais de 5 anos.

imagem 1 - Eu apoio

Há uma inquietação no ar. Nas redes sociais as pessoas afirmam posições, denunciam, discutem, exigem transparência, acusam os meios de comunicação tradicionais de parcialidade, superficialidade, irrelevância.

Se a crítica ao descolamento do jornalismo do interesse público é a pedra fundamental da construção de novas formas de comunicação, a enchente de opiniões despejadas diariamente na internet revela os limites do debate desprovido de informação de qualidade.

Para avançar na discussão democrática, torna-se cada vez mais necessária a dedicação e o rigor da apuração jornalística profissional, pautada no interesse da maioria da sociedade, escavada na realidade das ruas, no cotidiano das comunidades, nos dados e documentos ocultados pelo poder público e pelas empresas que dominam a política e a economia.

A independência, a isenção e a consciência de seu papel de comunicador social são qualidades cada vez mais essenciais ao repórter dos novos tempos. Mais do que nunca, é preciso ir às fontes primárias, examinar as questões sob diversos ângulos, aprofundar, checar e rechecar o apurado em campo para produzir reportagens relevantes e reveladoras, com o poder de alimentar o debate democrático e questionar os donos do dinheiro e do poder.

Reconhecer que o jornalismo é assunto sério demais para deixar a cargo apenas dos jornalistas talvez seja o primeiro passo para que os profissionais estendam as mãos aos leitores interessados em contribuir para a construção de um jornalismo independente, legitimado pela participação social.

É essa a razão de ser do Reportagem Pública 2015, quando a redação da Pública se abre à colaboração do leitor, que vai eleger os temas das investigações e contribuir com a produção das reportagens, em um diálogo constante com editores e repórteres, por ele financiados. O que parecem ser as condições ideais para a produção de informação livre e independente.

A você, leitor, que acredita no jornalismo como instrumento do debate democrático, que considera a informação de qualidade essencial para a tomada de decisão individual e coletiva, é dedicado esse convite. Vamos produzir juntos reportagens que façam a diferença e construir juntos um novo jornalismo, capaz de municiar os cidadãos no legítimo desejo de transformar a sociedade e influir nos rumos do nosso país.

COMO VAI FUNCIONAR 

A partir de hoje, os leitores podem participar do Reportagem Pública 2015, através das doações feitas pelo site:  http://www.catarse.me/pt/reportagempublica2015.

Todos os doadores passam a fazer parte do nosso conselho editorial (o valor das doações é a partir de R$ 20). Os detalhes estão na página do projeto no Catarse.

Nossa meta é arrecadar 50 mil reais até o dia 7 de março. Com o dinheiro, vamos financiar dez reportagens ao longo do ano. No dia 15 de cada mês, três propostas de pauta serão colocadas para votação em um site feito especialmente para o projeto. Depois de escolhido o assunto, o conselho editorial passa a interagir com os repórteres da Agência Pública e a acompanhar de perto a produção da matéria.

Todos vão receber dos repórteres updates e fotos feitos durante a apuração e participar da discussão em um grupo fechado no Facebook. Um dia antes da publicação em nosso site, os leitores conselheiros vão receber a reportagem em PDF no seu e-mail.

Assim que a matéria for publicada, os jornalistas da Pública ficam disponíveis para participar  de hangouts com os leitores sobre a reportagem. Também estão previstos encontros na nossa redação para reunir leitores interessados e repórteres e um dia de workshop prático sobre como planejar e tocar uma pauta investigativa.

Do ponto de vista jornalístico, o mais importante será a possibilidade de investigar assuntos que estão na ordem do dia de acordo com a prioridade dos leitores. Por exemplo: se o projeto começasse hoje, poderíamos propor investigar as propriedades rurais da nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu; a crise da água em São Paulo e a gestão da Sabesp; ou a guerra por trás das campanhas eleitorais na internet.

Se você acompanha o nosso  trabalho e quer contribuir com nossa redação, participe!

http://www.catarse.me/pt/reportagempublica2015

Seja aliada da Pública

Que tal participar da luta contra as fake news sobre coronavírus? Apoie a Pública. A sua contribuição se transforma em jornalismo sério e corajoso, com impactos reais.

Mais recentes

Petrobras manda funcionários de volta ao trabalho após teste positivo para coronavírus

4 de agosto de 2020 | por e

Usada como justificativa, nota técnica da petroleira com diretrizes para testagem rápida de funcionários é questionada pelo Ministério Público do Trabalho

“Ilegal e racista”: MPF processa Samu e Bombeiro que negaram socorro a adolescente Kaiowá que morreu em reserva indígena

3 de agosto de 2020 | por

Morte de Joice trouxe à tona determinação ilegal que vigorou por oito anos no Samu de Dourados, que proibia ambulâncias de entrar na reserva com a maior população indígena do país

Surto de coronavírus que matou Lucas Trindade em presídio superlotado de Minas poderia ter sido evitado

31 de julho de 2020 | por e

Unidade-modelo com capacidade para 84 presos foi inaugurada há um ano, mas segue vazia